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Blog Mens Sana

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14

de Novembro de 2016

Insatisfação profissional, é culpa do empregador? O outro lado da moeda.

Observa-se, cada vez mais nas grandes corporações, colaboradores desmotivados, exigindo das empresas melhores salários ou promoções, sem justificar na prática estes seus anseios. Como se a velocidade do seu crescimento profissional dependesse única e exclusivamente da empresa, ou que o seu crescimento esta sendo barrado pelas pessoas, ou pela corporação, sofrendo injustiças ou coisa que o valha. Não devemos generalizar. Ocorre que a ascensão profissional depende diretamente de fatores ligados ao desempenho profissional do individuo, seu comportamento e suas relações interpessoais.

 

A velocidade das informações, a competitividade do mundo corporativo, inevitavelmente causa nas pessoas um estresse excessivo, levando os indivíduos a um comportamento indesejável, repleto de ansiedade e desmotivação constante. Onde impera a impaciência e intolerância, principalmente quando o assunto é “tempo”. Tudo isso nos leva a uma corrida do ouro, onde cada individuo diante de tantas incertezas, como que num passe de mágica, decide por “salvar a própria pele”.

 

O que na verdade ocorre é uma falta de foco naquilo que se deseja. Napoleon Hill em seu livro “Pense e Enriqueça”, descreve com propriedade o sentimento de “desejo ardente” que nada mais é do que a “visão” daquilo que se quer. A falta de objetivos claros, bem definidos, impede o indivíduo a buscar aquilo que se deseja, pois na verdade o que está faltando é simplesmente vontade verdadeira de melhorar.

 

O sentimento de imediatismo, a busca pelo dinheiro fácil, simplesmente por ganhar aqui e agora, tornam as pessoas míopes, impedindo que alcance algo maior. E este processo envolve principalmente as relações interpessoais, pois as pessoas (ditas desmotivadas) se deixam influenciar por aquilo que os outros dizem disto ou daquilo que fazem ou deixam de fazer.

 

Portanto a insatisfação profissional do colaborador deve ser tratada abertamente com todos como uma miopia do próprio individuo (insatisfeito). Cada um deve enxergar suas oportunidades e provar suas capacidades (para os outros, sim, mas principalmente para si mesmo).

 

Um caminho é saber identificar e aproveitar as oportunidades que lhes são apresentadas. Mas isso é um processo desafiador, pois estas oportunidades não vêm em forma de presente de luxo, não são bonitas, agradáveis e não oferecem facilidades e riquezas imediatas, não. Por cima de uma jazida de ouro existe uma densa camada de pedras difíceis de serem escavadas. Acima desta camada de pedras um sol causticante, os equipamentos para escavação são caros e a mão-de-obra desqualificada. Além disso leva-se tempo e o contrato é de risco. Mas o ouro está lá. Somente os fortes enxergam e tentam mais um pouquinho.

 

Mas não nos enganemos, pois é muito mais fácil arrumar uma boa desculpa, ou simplesmente culpar alguém. E acredite sempre haverá uma boa desculpa.